Sunday, July 14, 2013

QUIZÁS, QUIZÁS, QUIZÁS - SOBRE FUGAS, DESAMORES E COELHOS BRANCOS, OU REFLEXÕES DE UMA LAGARTA MORTA NA BEIRA DE UMA PISCINA



A arte é a única fuga honesta.
Álcool, drogas e sexo são a fuga dos covardes.
Mas por que é tão bom poder ser algo que você não é? Por que é tão bom poder dizer outro nome? Mentir sobre o que você gosta? A paz só é encontrada quando você está sozinho, em um lugar que ninguém te conhece e você pode chorar no cantinho de um bar de uma cidade que não é sua. A paz só é encontrada quando você não quer nada a não ser você mesmo.

 Pela primeira vez em anos eu consegui esquecer prazos, desilusões, corpo e mente e sumi. Foram uns 2 minutos mas eu nunca mais tinha conseguido me sentir tão relaxado.

 Os coelhos brancos sumiram e o mundo era só meu. Só eu e uma lagarta morta, afogada na beira de uma piscina de um lugar que não era meu.

Depois de tanto verbo a pessoa morre.
A lagarta morre e as formigas vem comer.

Tudo faz mais sentido quando você se desprende das idéias que podem te trazer felicidade: Casamento, amor, dinheiro, Deus, corpo perfeito, 10 % de gordura corporal. Tudo é uma merda e uma ilusão que criamos para poder levantar e dizer “vai melhorar”.

Minha maior felicidade é estar vivo e poder vivenciar tudo. De felicidade a dor, de amor a ódio. Absolutely no regrets (três soquinhos no ar)

Talvez eu viva para ser um velho que vai para o chorinho e canta quizas, quizas, quizas, preciso anotar isso em algum lugar que vou achar quand eu tiver uns 70 anos, é uma nova meta.

Dos níveis de desprezo:
1 você acha que vai rolar
2 Você acha que talvez não role
3 Você sabe que não vai rolar porque você é gordo
4 Você se conforma e passa a pensar em outra coisa
5 Você vê uma pontinha de esperança de que talvez aconteça.

E isso é o amor.
E ele é uma merda.
Quizás, quizás, quizás! 

2 comments:

Everton Luiz said...

Muito bom!

Everton Luiz said...
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