Thursday, September 13, 2007

Centro!

A maldita alergia não tinha me permitido dormir mais uma vez. O despertador tocou e eu acho que eu taquei ele na parede, porque ele tava meio estragadinho num canto da parede do quarto. Acordei com um telefonema da Thamis, ao qual, quase não consegui responder devido ao sono e ao estado lastimável do meu nariz. Já eram oito horas e eu moro no Farol; jamais chegaria em tempo na ESAMC para ir para o centro. Mandei avisarem que iria direto ao centro.
Peguei o primeiro ônibus que passasse no mercado e fui. Com a cara inchada, mas fui. Chegando lá, desci dois pontos depois de onde deveria ter descido, e fui por ai, assustando as pessoas com a minha cara assustada e a minha roupa chamativa do Marcelo Sommer! HAH!
Parecia fácil. Tudo que eu tinha que fazer era encontrar um bando de malucos que estariam andando em grupo pela feira do rato. Pelo jeito que eles estariam vestidos não seria difícil de encontrar, não fosse o fato de que eles estavam espalhados. Tentei ligar para o Antônio, mas ele não atendeu, segundo ele, porque a bateria do celular dele acabou, como elas [as baterias] sempre resolvem acabar quando você, ou alguém ta precisando, resolvi acreditar.
Resolvi passear por ali.
Seria difícil me perder por lá. Eu amo andar no centro, adoro dar uma espiadinha no mercado e ver o povo. Aquela barulhada, aquele calor, aquele colorido, tudo isso dá uma levantada no meu astral e faz meu cérebro perceber que eu preciso praticar um pouco mais a arte de sentir em todos os sentidos! Ver, ouvir, sentir, cheirar, suar...
Preciso dizer que me sinto bem sul – americano nessas horas. Andar nesses lugares, parece aqueles caras que fazem documentários com mochilas nas costas, estão vermelhos e nunca são assaltados. Eu também nunca sou assaltado por ali [ainda].
Lá estou eu andando sob o sol cantando alguma musica que me colocasse no clima, quando um daqueles caras que faz um truque que ninguém acerta por cinco reais tentou me extorquir, porém eu não estava afim deste tipo de sensação. Perder dinheiro nunca é bom, mas parecia interessante.
Encontrei o Junior e eu achei que era o sol me afetando! Encontrei alguém! Nossa! Logo fui informado que o Antônio e o meu grupo [água] haviam ido para o lado da rua das arvores. Lá fui eu, saltitando [mentalmente] e cantarolando outra musiquinha dos anos 90, enquanto procurava o Antônio.
O danado se econdeu em algum buraco, porque procurei por ele o centro todo até que desisti. Voltei pra ver se achava o Junior e fui forçado a desistir também. Daí fui até uma a rua das arvores tomar um mate gelado, o melhor do mundo, R$ 1, 00 o copão! Depois que me refresquei, parei num sebo, comprei um livro e fui pra casa feliz da vida. Posso não ter participado da aula, mas me faz muito bem me sentir vivo de vez em quando!

1 comment:

aline said...

=~ será genético?
eu tbm adoro centro,mundica,sebo =^