Thursday, July 05, 2007

Me & My Apple Pie

Eu pareço amigável? Porra! Eu sempre achei que era mal encarado e tal; sempre alimentei essa fama e tudo mais... Só que de repente o mundo resolveu que eu seria a pessoa mais simpática e acessível do universo por um dia.
Dia este, totalmente estressante naquela faculdade de merda, e eles ainda querem que eu saiba desenhar e criar conceitos, ok darling, pegue o lápis e o mouse e enfie no cu! Saio puto da faculdade fazendo um verdadeiro desfile da Victoria`s Secret [cara de raiva e batendo o pé] e paro no ponto de ônibus. Puto da vida! Vem um gordinho, daqueles que tem cara de que tomam cerveja na praia vendo bundas passarem e se lamentam... “Ah se eu pudesse...” Passa uma lotação, sabe aquelas que gritam “CENTRO, MERCADO” sabe? Essa mesma! Ai vem o gordinho e começa a me falar que não acha vantagem pegar essas lotações porque você vai no aperto, o motorista roda demais, você nunca sabe onde vai parar e nem se vai sair vivo...
E eu puto da vida, concordando com tudo que ele dizia. Apenas mexia a cabeça para cima e para baixo enquanto pensava em 2.338 maneiras de matar meu professor com instrumentos de desenho fazendo parecer que foi um acidente.
Ai vem uma moto.
E o gordinho passa a me explicar que aquela moto é de fabricação japonesa, e que morreram mais americanos em acidentes com essas motos, do que japoneses em Hiroshima. Eu olhei pra ele tipo: ôxe! Mas continuei sem entender nada. Fiquei imaginando o que aconteceria se passasse um elefante pela avenida. Finalmente chega o meu ônibus! Me despeço amigavelmente do gordinho e sigo em frente nessa minha vida.
Pouco tempo depois que eu estou dentro do ônibus vem uma gordinha! [sim!] e geralmente eu amo gordos, mas nesse dia eles estavam me dando no saco! Ela senta do meu lado e começa a se lamentar que o ônibus tem ar condicionado, mas não funciona e que parece a casa dela lá na caixa prego e que o marido dela... Finjo que estou dormindo e ainda assim ela não se cala. Parei de respirar um tempo pra ela pensar que tinha me matado, mas ela nem notou. Foi falando até o meu ponto. Desci e fui desviando de todo e qualquer gordinho que aparecesse na minha frente.
Depois de um tempo, resolvi fazer uma torta de maçã pra me acalmar. Fui comprar fermento na padaria quando um homem [este magro] me para no meio da rua. “Oi você e sua família são católicos?”. Me desculpem, católicos do mundo, mas ninguém, eu disse NINGUÉM, se mete entre eu e minha torta de maçã! Resolvi responder amigavelmente que não, que eu e minha família pertencíamos ao diabo e que de fato, eu e meu irmão tínhamos sido concebidos em um ritual que usava cabeças de bode e sangue de virgem, mas que se ele quisesse passasse lá em casa mais tarde que ia ter torta de maçã. Ele virou, foi até a esquina e sai correndo.
Cheguei na padaria pra comprar fermento, quando fui pagar o homem me perguntou se tava tudo bem... Olhei pra ele de um jeito que ele entendeu e foi só isso. Fiz minha torta e não sai mais de casa, até o outro dia, que, como de costume, ninguém falou comigo!

1 comment:

aline said...

hauhauhauahuahauh